Tradição Iorubá

 

Omulu

Segundo a tradição a cultura religiosa Iorubá teve raízes no Benin e com possíveis conexões na Etiópia e remonta ao Sabeísmo ( Sabi’ún) e a Abraão.

O Candomblé presente no Brasil, embora de maioria banto foi submetido a estrutura ritual e metafísica iorubá.

Diz a tradição que Odudúwa era Nimrod que foi designado por Olodumaré para levar a remissão e a palavra de Olurún aos filhos de Caim que, amaldiçoados, viviam na África.

Este fato remonta a 1850 A.C., sendo que Caim pode ter vivido entre 2100 a 2300 A.C. – Oranian , neto de Odudúwa, viveu em 1500 e seu filho Xangô por volta de 1400. As coincidências existentes nos rituais africanos, como a Kaballah hebraica, são imensas, e vem provar a tese da estreita ligação entre Abraão, pai dos semitas, e Odudúwa, (Nimrod) pai dos africanos. Isso pode ser constatado no relacionamento existente entre o símbolo de um elemental africano chamado Dan a serpente, e uma das 12 tribos de Israel, cujo nome é Dan, e seu símbolo, a serpente telúrica. (…) De uma forma básica, no Candomblé não existem “incorporações” de espíritos, pois os orixás, de quem sentimos força e vibrações, são energias puras da natureza, que não passaram pela vida, ou seja não são “entidades”, mas elementais puros da natureza, criados por Olorún.”

Local de Origem

africa

Nomes de Deus na Tradição Iorubá

Na tradição Yorubá, Deus possui muitos nomes, sendo o mais antigo:

Olodumare ou Edumare. A palavra Olodumare constitui contração de Ol‘(Oni) odu mare(ma re), o que significa Ol‘(Oni) = senhor de, parte principal, líder absoluto, chefe, autoridade/ Odu = muito grande, recipiente profundo, muito extenso, pleno; Ma re = aquele que permanece, aquele que sempre é; Mo are = aquele que tem autoridade absoluta sobre tudo o que há no céu e na terra e é incomparável; Mare = aquele que é absolutamente perfeito, o supremo em qualidades.
Olorun, contração de Ol = Senhor / Orun = céu, significando Senhor do Céu; Orise contração de Ori = cabeça / Se = origem, significando fonte da qual se originam os seres ou fonte de todos os seres; Olofin-Orun, contração de Olofin = rei / orun = céu, significando Senhor do Céu; Olori, contração de Oni = Senhor / ori = cabeça, significando Senhor de tudo o que é vivo.

São atributos do Ser Supremo: Único, Criador, Rei, Onipotente, Transcendente, Juiz e Eterno. É considerado Oyigiyigi Ota Aiku – a poderosa, durável, inalterável rocha que nunca morre. Não recebe cultos diretamente, porém sempre que uma divindade é cultuada a oração inicia por A se (axé): Possa Deus aceitar isso. Fonte Awolalu & Dopamu, 1979

Os Orixás

oxala

Os orixás, irunmale-divindades, estão relacionados à estrutura da natureza enquanto os irunmale-ancestrais vinculam-se mais especificamente à estrutura da sociedade. Os antepassados são genitores humanos e os orixás, genitores divinos. O orixá representa um valor e uma força universal e egun, um valor restrito a determinado grupo familiar ou linhagem. Aquele define a pertença do ser humano à ordem cósmica e este, sua pertença a determinada estrutura social. Segundo Elbein dos Santos (1986), os orixás regulam as relações com o sistema como totalidade, enquanto  os egun regulam as relações, a ética e a disciplina moral do grupo.

 

 

Exu Exu figura como responsável pela conservação do axé, o grande e divino poder com o qual as divindades realizam seus feitos sobrenaturais.
Oxalá Oxalá, também chamado Obatalá e Orixalá (Orisa-nla), é a divindade criadora, incumbida pelo Ser Supremo de criar a terra sólida, povoá-la e modelar a forma física do homem, sendo por isso, freqüentemente descrito como o representante de Olodumare na terra
Orumilá (Ifá) Orumilá, ou Ifá, a divindade oracular dos iorubás, é respeitado por sua sabedoria. A palavra Orunmila forma-se da contração de orun-l’o-mo-a-ti-la = Somente o Céu conhece os meios de libertação; resulta também da contração de orun-mo-ola = Somente o céu pode libertar
Obaluaiye Obaluaiye, palavra constituída pela contração de Oba-‘lu’aiye, o rei que é o senhor da terra é também chamado Oluwa Aiye, Senhor da terra. A ele se pede licença para o uso da terra.
Ogum Ogum, divindade do ferro, da guerra e da caça, é patrono dos ferreiros, caçadores, guerreiros e todos os que lidam com ferro e aço.
Xangô Xangô, o quarto rei (Alafin) de Oyo, pertencia a uma família temida e respeitada. Governava a cidade de Eyeo (Katunga). Filho de Oranyan, o poderoso guerreiro, por sua vez, filho de Odudua, teve muitas esposas, entre as quais Oyá, Oxum e Obá. Destemido, poderoso e grande conhecedor de magia, gostava de exibir seu poder
Oyá Senhora dos ventos e tempestades . Assim como os raios, relâmpagos e trovões são atribuídos a Xangô, os fortes ventos e as tempestades são considerados expressões do descontentamento de Oyá
Iemanjá e Oxum Oxum, senhora das águas que fluem suavemente, senhora dos rios (Iemanjá dos mares), dos metais nobres, da fertilidade e da prosperidade
Obá Entre as esposas de Xangô, Obá ocupava o último posto. Inferiorizada em relação às demais por julgar-se incompetente para cozinhar e para vestir-se com elegância, de natureza frágil e dócil, por demais condescendente, tolerava muitas coisas que a desagradavam
Nanã Buruku Entre os ewe e os fon da República do BeninDeus é conhecido como Nanã Buluku. Adotada pelos egba sob o nome Buruku, veio a ser cultuada entre os iorubás como divindade e não como o Ser Supremo