Muhammad

*a correta grafia Muhammad em português.
"em português, além da forma "Muhâmade", que até na pronúncia, corresponde ao árabe Muhammad (esta proferida por todos os Muçulmanos de hoje) existe uma outra, também usual, mas não para fins religiosos - " Mafoma" - que se lê nos mais antigos textos da língua portuguesa, e certamente corresponde ao que diziam na Idade Média os crentes do Islão no Andaluz, antes e depois do rei D. Afonso Henriques, que reconheceu o seu culto e privilégios em foral. Esta última forma tem origem na vocalização que se espalhara em alguns países Árabes, com a lição Mahommad, que os clássicos do idioma arábico procuravam corrigir, mas que explica certas formas hoje desusadas como "Mafomede" e "Mafamede", e o turco Mahomet, que passou ao francês (italiano: Maometto), e que se "aportuguesou", entre nós, por "Maomé", sem necessidade..." (Citado na tradução do Alcorão do arabista Prof. Pedro Machado) Por isso, nós utilizamos Muhammad que é o correto.
besm

Sobre a posição de Muhammad, Bahá’u’lláh afirma:
(…) a soberania de Muhammad, o Mensageiro de Deus, está hoje evidente e manifesta entre o povo. Bem sabeis o que aconteceu à Sua Fé nos primeiros dias de Sua Era. Que sofrimentos lastimáveis infligiu a mão dos infiéis e errados – os sacerdotes daquela era e seus seguidores – àquela Essência espiritual, àquele puríssimo e santo Ser! Quão abundantes os espinhos que Lhe espargiram no caminho! Evidentemente, aquela geração vil, em sua fantasia perversa e satânica, pensava que toda ofensa àquele Ser imortal fosse um meio de atingir uma felicidade imperecível; desde que os reconhecidos sacerdotes daquela era, tais como ‘Abdu’lláh-i-Ubayy, Abú’Ámir, o eremita, Ka’b-Ibn-i-Ashraf, e Nadr-Ibn-i-Hárith, todos, O trataram como impostor e O pronunciaram um lunático e caluniador. Fizeram contra Ele tão penosas acusações que, ao querermos relatá-las, Deus proíbe que a tinta corra, que Nossa pena se mova, ou a página as suporte. Essas imputações maliciosas provocaram o povo a levantar-se e atormentá-Lo. E quão feroz é esse tormento quando os sacerdotes do tempo são os instigadores principais, quando estes O denunciam a seus adeptos, O expulsam do seu meio e O declaram um ímpio! Não sucedeu o mesmo a este Servo, e não foi testemunhado por todos?
Por esta razão Muhammad exclamou: “Nenhum Profeta de Deus sofreu tanta injúria quanto Eu tenho sofrido.” E no Alcorão estão registradas todas as calúnias e repreensões pronunciadas contra Ele, como também todas as aflições que sofreu. Procurai este Livro, a fim de que possais, talvez, vos informar daquilo que aconteceu à Sua Revelação. Tão aflitiva era Sua situação que, por algum tempo, todos deixaram de ter contato com Ele e Seus companheiros. Qualquer um que a Ele se associasse caía vítima da implacável crueldade de Seus inimigos.
Sobre esse ponto citaremos apenas um versículo daquele Livro. Se o observares com olhos discernentes, lamentarás e deplorarás, durante todos os dias restantes de tua vida, a injúria a Muhammad, àquele tão ultrajado e oprimido Mensageiro de Deus. Revelou-se esse versículo num tempo em que Muhammad languescia, fatigado e aflito sob o peso da oposição e do tormento incessante por parte do povo. Em meio à Sua angústia, a Voz de Gabriel, chamando do Sadratu’l-Muntahá, fez-se ouvir, dizendo: “Mas se sua oposição Te for penosa – se puderes, busca uma abertura para dentro da terra, ou uma escada para o céu.” (8) Estas palavras significaram que Seu caso não tinha remédio, que d’Ele o povo não haveria de deter as mãos, a não ser que Ele se escondesse nas profundezas da terra ou alçasse vôo para o céu.
Considera tu, como é grande a transformação, hoje! Vê quantos soberanos se ajoelham ante Seu Nome! Quão numerosos os povos e reinos que têm buscado abrigo à Sua sombra, que prestam lealdade à Sua Fé, e disso se orgulham! Do alto do púlpito ascendem hoje as palavras de louvor que, em completa humildade, glorificam Seu Nome abençoado; e das alturas dos minaretes ressoa o chamado que convoca a assembléia de Seu povo a adorá-Lo. Até aqueles reis da terra que recusaram abraçar Sua Fé e tirar as vestes da descrença, confessam, no entanto, e reconhecem a grandeza e a inexcedível majestade daquele Sol de benevolência. Tal é Sua soberania terrena, da qual tu vês, de todos os lados, as evidências. Essa soberania há forçosamente de ser revelada e estabelecida, quer seja durante a vida de cada Manifestante de Deus, quer depois de haver Ele ascendido à Sua verdadeira morada nos domínios do além. O que hoje vês é apenas uma confirmação desta verdade. A ascendência espiritual, porém, à qual se queria referir, primeiramente, reside dentro d’Eles e a Seu redor se move, de eternidade à eternidade. D’Eles nem por um momento sequer, pode ser divorciada. Seu domínio abrange tudo o que está no céu e na terra.
O seguinte comprova a soberania exercida por Muhammad, o Sol da Verdade. Não ouviste dizer que Ele, com um simples versículo, separou a luz da escuridão, os retos dos ímpios, e os fiéis dos infiéis? Todos os sinais e alusões no tocante ao Dia do Juízo, os quais já ouviste, tais como a ressurreição dos mortos, o Dia do Julgamento, o Juízo Final e outros, tornaram-se manifestos, ao ser revelado esse versículo. Essas palavras reveladas foram uma bênção para os justos, que, ao ouvi-las, exclamaram: “Ó Deus, nosso Senhor, ouvimos e obedecemos.” Foram uma maldição para o povo da iniqüidade, o qual, ao ouvi-las, afirmou: “Ouvimos e nos rebelamos.” Essas palavras, aguçadas como a espada de Deus, separaram os fiéis dos infiéis, e apartaram do pai o filho. Já viste, seguramente, como aqueles que n’Ele confessaram sua fé e aqueles que O rejeitaram, guerrearam entre si e ambicionaram a propriedade uns dos outros. Quantos pais se alienaram dos filhos; quantos que amavam abandonaram o objeto de seu amor! Tão implacavelmente cortante foi essa maravilhosa espada de Deus, que rompeu todo laço! Por outro lado, que consideres o poder de unir que Sua Palavra exerce. Observa como aqueles em cujo meio o satã do ego desde anos lançara as sementes da malícia e do ódio, atingiram tal harmonia e união, através de sua lealdade a essa maravilhosa Revelação, que pareciam haver nascido do mesmo ventre. Tal é a força unificadora da Palavra de Deus, que liga os corações daqueles que renunciaram tudo, salvo a Ele, acreditaram em Seus sinais e beberam do Kawthar da santa graça de Deus, oferecido pela Mão da glória. Além disso, como são numerosos aqueles povos, de crenças diversas, de credos contraditórios e temperamentos opostos, que, através da fragrância ressuscitadora da Primavera Divina, emanada do Ridván de Deus, se adornaram com as novas vestes da Unidade divina e sorveram do cálix de Sua unicidade!
Bahá’u’lláh, Kitab-i-Iqán – O Livro da Certeza. Rio de Janeiro: Editora Bahá’í do Brasil, 1977 p. 230

(8) Alcorão 6:35.

 

Alcorão:

Livro Revelado em Árabe com 114 suras sendo que os versículos forma reveladas em épocas diferentes da vida do Profeta sendo coligidos em ordem não cronológica. A revelação da primeira sura aconteceu no ano, 610 a..d.. A revelação do Alcorão durou durante toda a missão de Muhammad ou seja, 23 anos. Segundo a tradição 43 escribas de Meca e Medina escreveram em couro e folhas de tamareiras as suras ditadas pelo Profeta. Dentre os escribas se destacam-se: Azzurbair Ibn Alauam, Khaleb Ibn Said Ibn Alássi, Hafzala Ibn Arrabi Alabadi, Abdellah Ibn Alacram, Charkhabil Ibn Hussna, Abdellah Ibn Rauha, Ubai Ibn Kaab, Zaid Ibn Çábet e outros.
Na época da liderança do primeiro califa Abu Bakr houve a batalha de Aliamana onde muitos muçulmanos que memorizaram o Alcorão morreram. Sendo assim ‘Umar Ibn Alkhatab, com medo de o Texto Sagrado fosse perdido incumbiu Zaid Ibn Çábet, um dos escribas da época do Profeta, a copiar os textos em material adequado. Depois da tarefa completa a cópia foi confiada a Abu Bakr e após o falecimento deste a Omar e depois a uma das esposas do Profeta, Hafza.

Hadiths ( Tradições):

São ditos atribuídos ao Profeta considerados com inspiração divina.

Sunna ( Tradições Orais):

Trata-se de ensinamentos, princípios e conselhos do Profeta inclusive o que foi dito ou feito por outros porém com a aprovação direta ou indireta do Profeta.

SUCESSÃO DO PROFETA

A discussão sobre a sucessão de Muhammad foi o ponto de partida para a divisão do Islamismo em dois ramos principais:

Shi’ís:

Seguem a doutrina do Imanato onde vice-gerência do profeta é uma questão puramente espiritual, um cargo atribuído por Deus primeiro ao seu Profeta e depois para àqueles que o sucederam. Em especial a doutrina dos doze Imames são considerados os descendentes da família do Profeta.

Os Imames considerados pelos shi’ís duodécimanos:

1. ‘Alí-ibn-i-Abí-Tálib (600-661), primo e primeiro discípulo do Profeta, assassinado por Ibn-i-Muljam em Kúfih.

2. Hasan (626-670), filho de ‘Alí e Fátimih – filha do Profeta – envenenado por ordem de Mu’ávíyih I.

3. Husayn (627-680), filho de ‘Alí e Fátimih morto em Karbilá .

4. ‘Alí-ibn-Husayn (661-718), filho de Husayn e Sháhribánú (filha de Yazdigird, último rei da dinastia Sassânida da Pérsia, geralmente chamado Imame Zaynu’l-‘Abidín, envenenado por Valíd.

5. Muhammad-Báqir (676-732), filho do acima mencionado Zaynu’l-‘Ábidín e sua prima Umm-i-‘Abdu’lláh, filha do Imame Hasan, envenenado por Ibrahim ibn-i-Valíd.

6. Ja’far-i-Sádiq (703-758), filho do Imame Muhammad-Báqir, envenenado por ordem de Mansúr, o Califa ‘Abbásida.

7. Músá-Kázim (745-790), filho do Imame Ja’far-i-Sádiq, envenenado por ordem de Hárúnu’r-Rashíd.

8. ‘Alí-ibn-i-Músa’r-Ridá (765-818), geralmente chamado Imame Ridá, envenenado próximo de Tús, em Khurásán, por ordem do Califa Ma’mún e sepultado em Mashhad.

9. Muhammad-Taqí,(810-833) filho do Imame Ridá e envenenado pelo Califa Mu’tasim em Bagdá.

10. ‘Alí-Naqí,(829-870) filho do Imame Muhammad-Taqí e envenenado em Surra-man-Ra’á.

11. Hasan-i-Askarí, (847- 875) filho do Imame ‘Alí-Naqí e foi envenenado durante o califado de Al-Muutamed.

12. Muhammad,(868-940) filho do Imame Hasan-i-‘Askarí e Nargis-Khátún, chamado pelos shi’is ‘Imame-Mihdí’, ‘Hujjátu’lláh’ (A Prova de Deus), ‘Baqíyya-tu’lláh (o Remanescente de Deus), e ‘Qá’im-i-Áli-i-Muhammad (Aquele que há de surgir da família do Profeta Muhammad). Ele tinha não só o mesmo nome, mas também o mesmo Kunyih – Abu’l-Qásim – do Profeta e, segundo os shi’is, a lei não permite que qualquer outro tenha esse nome e esse kunyih junto. Ele nasceu em Surra-man-Ra’á e desapareceu em 329 A. H. aproximadamente 940.

 

Sunnis:

Para o ramo sunnis a sucessão do Profeta é feita através do Califado, é uma questão de escolha e eleição por parte dos seguidores. O Califa deve possuir os atributos de capacidade administrativa e ortodoxia mais do que uma especial graça divina. O Califa é o defensor exterior da Fé.
Principais Califas:
1º Califa – Abu Bakr foi a terceira pessoa a aceitar o Islã. (632 a 634 a..d).
2º Califa – ‘Umar Abu Ubayda (634 a 644 a.d.).
3º Califa – ‘Uthmãn (644 a 656 a.d.).
4º Califa – ‘Ali Ibn-i-Abi-Talib (656 a 661 a.d). Considerado pelos shiitas como o 1º Imame.
5º Califa – Mu’ãwiya I (680 a.d.). Teria mandado envenenar Hasan filho de Ali e 2º Imame shiita. Foi continuador do Califado de ‘Uthmân e marca uma série de conflitos da dinastia Omíada e as perseguições aos Imames.

PROFECIAS

Profecias Bíblicas sobre Muhammad e o Islã:

Referência a Ismael e ao monte Parã.

A ligação de Muhammad é descendente de Ismael conforme genealogia. O monte Parã corresponde a região de Meca.
Gn 16,15-16; Gn 21,13-18; Gn 21, 20-21; Gn 17,20; Gn 25,13.

Referência a Muhammad no livro de Isaías

Is 21,13-17
Isaías refer-se à Arábia.
A referência ao povo de Tema (Medina) na acolhida dos fugitivos é significativa. Isaías descreve a Hégira e a perseguição sofrida por Muhammad e os muçulmanos.
A referência ao povo de Quedar (filho de Ismael) designa o povo árabe.
Is 42,11.

Referência a Muhammad na Torá

Dt 18,18-19
O texto do Deuteronômio refere-se a um Profeta que surgira dos irmãos dos israelitas uma alusão aos descendentes de Ismael irmão de Issac. O texto acentua que o Profeta que surgirá será semelhante a Moisés.
Dt 33,2
Texto profético de grande significado pois refere-se a sucessão das Manifestações de Deus. Sinai corresponde a revelação de Moisés, Seir (região que corresponde a Galiléia) refere-se a Jesus Cristo, monte Parã corresponde a Meca e a revelação de Muhammad e Aquele que viria com miríades de Santos é uma alusão a revelação de Bahá’u’lláh.

Profecia de Habacuc sobre o Islã.

Hc 3,3
Habacuc cita a terra de Tema (Região de Medina), Parã (Meca região de Hijaz). Sendo Muhammad o único Profeta desta região não poderia ser atribuída esta profecia a qualquer outro Profeta de Israel.

Referências do Alcorão Sagrado ao Dia da Ressurreição e a Revelação do Báb e Bahá’u’lláh.

O Ano 1260 A.H. a Revelação do Báb

“…, porque um dia para teu Senhor é como mil anos dos que contais.(22,47)”.
“… , logo tudo ascenderá a Ele em um dia cuja duração será mil anos, de vosso cômputo.”
(32,05)
O texto refere-se a duração da dispensação Islâmica. Os mil anos devemos contar a partir do momento do qual a inspiração islâmica cessou, ou seja, com a morte do último Imame. Fato, este que ocorreu no ano 260 A.H., isto nos leva ao ano 1260 A.H. (1844 a.d.) ano da manifestação do Báb.
“…Perguntam: Quando acontecerá o Dia da Ressurreição?
(Respondeu-lhe): Quando vos forem enviados as vistas, E se eclipsar a lua; e o sol e a lua se juntarem. (75,6-9)”
O sol simboliza o Fundador da Religião e a lua ( o astro que recebe a luz do sol) representar o seu sucessor. No caso trata-se de Muhammad e o Imame ‘Alí. Sua união da ‘Ali-Muhammad, nome do Báb.

O Dia da Ressurreição e o soar das Duas Trombetas (Báb e Bahá’ú’lláh).

10,48-49, 16,61, 20,102-103; 20,108; 22,17; 23,16; 23,101; 25,24-26; 25,30; 26,88-89; 6,73; 28,61; 32,25; 33,21; 34,30; 36,51; 36,53; 37,19-20; 39,67-70; 39,75; 40,15; 41,40; 42;47; 43,66-67; 44,10-11; 45,17; 45,26; 45,37; 46,33; 47,38; 50,11; 50,20; 50,42; 51,17; 52,9-11; 52,48; 53,56; 56,1-56; 64,9; 69,13-18; 69,19-39, 70,5-14; 70,40-41; 71,16; 74,8; 74,30; 74,31; 75,6; 75,12; 75,22-23; 75,40; 77,8-13; 77,25-26; 78,2; 78,17-20; 78,38; 78,41; 79,6-7; 79,13-14; 79,42-46; 80,33; 80,34-42; 82,1-9; 82,17-20; 83,10-12; 84,5-7; 85,2; 89,22; 92,20; 102,1-8 e 110,1-03.
Referência a Profecia que indica o grau de Revelação de Bahá’ú’lláh.
“… E seu Senhor lhes saciara a sede com uma bebida pura. (76,21)”
Segundo a Narrativa de Nabil, certa vez Siyyid Kázim e um discípulo encontraram-se com o Báb antes da manifestação do mesmo. E o Báb com uma taça de prata ofereceu uma bebida pura, que fez Siyyid Kázim lembrar esta profecia do Alcorão.

Alguns pontos sobre o estudo numérico do Alcorão de especial interesse à Revelação Bahá’í.

– O Alcorão inicia com a invocação Em nome de Deus O Clemente, O Misericordioso.
Esta invocação é repetida 114 vezes, número que é múltiplo de 19 (19x 6=114)
Esta invocação em árabe é composta por 19 letras.
– O nome de Deus repete-se no Alcorão 2.698 vezes que também é múltiplo de 19, pois 142×19=2698
– O Atributo Misericordioso é repetido 114 vezes, assim como também o atributo O Clemente, que também é múltiplo de 19. (6×19=114)
– O Ano 1260 A.H., somando-se as cifras 1,2,6 e 0 iguala-se a nove, valor numérico da palavra Bahá.
– A única Sura que não começa com a Invocação, antes mencionada, é a 9º.

Os Hadiths

Nas tradições islâmicas encontram-se uma das mais significativas fontes de profecias relativas ao advento do Báb e Bahá’ú’lláh.

O Qá’im ( Aquele que se Levanta), atribuído ao Báb.

“Em verdade, o ano sessenta (1260A.H.) será revelada Sua Causa, e seu nome será proclamado em todas as partes”. (Imame Ja’far-i-Sádiq)
Os ministros e defensores de Sua Fé serão o povo da Pérsia.
Em seu nome, o nome do Guardião(1), precede o do Profeta(2).
O ano de Sua Revelação é igual; a metade daquele número divisivel por nove(2520). Mirzá Muhyi’d-Dín-i-’Arabí.
– O (1) é o Imame ‘Alí e o (2) é Muhammad. Segundo esta profecia o nome do Prometido é ‘Alí-Muhammad, ou seja o nome do Báb.
A metade de 2520 é 1260, o ano de sua declaração.
“No ano Ghars a terra será iluminada por Sua luz e em Gharasíh o mundo será inundado com Sua Glória. Se viveres até o ano Gharasí, testemunhareis como as nações, os governantes, os povos e a Fé de Deus todos haverão sido renovados.” (Mirzá Muhammad-i-Akhbárí).
“No ano Ghars plantar-se-á a Árvore da guia divina.” (Imame ‘Alí)
Os valores numéricos das palavras: Ghars é 1260, Gharasíh é 1265 e Gharasí é 1270. Corresponde aos anos do calendário islâmico e que no calendário ocidental corresponde aos anos de 1844, 1848 e 1853 respectivamente. Em 1844 foi a declaração do Báb e em 1853 foi o ano que Bahá’ú’lláh recebeu a revelação na prisão do Siyah-Chal em Teerã.
Nos últimos dias, os homens do Invisível, com as asas do espírito, atravessarão a imensidão da terra, e chegarão a presença do Qá’im prometido e buscarão dele o segredo que resolverá seus problemas e elucidirá suas perplexidades. – Muhammad.
Quando surja o nosso Qá’im, a terra brilhará com a luz de seu Senhor. Imame Ja’far-i-Sádiq.
O Qá’im reclinará sua espada no Santuário e extenderá sua mão, e eis, estará branca como a neve porém ilesa. E Ele dirá: Ésta é a Mào de Deus, a dextra de Deus, que vem de Deus, pelo mandato de Deus.
Mufaddal (discípulo do Imame Ja’far-i-Sádiq).
O conhecimento são vinte e sete letras. Tudo o que os Profetas revelaram são duas dessas letras. Ninguém até agora conhece mais que estas duas letras. Porém quando se levante o Qá’im, Ele manifestará as vinte e cinco restantes. Muhammad.
Todo conhecimento tem setenta sentidos dos quais somente um é conhecido entre os homens. Mas quando o Qá’im vier Ele irá ensinar os sentido restantes entre os homens. Muhammad.

Bahá’u’lláh.

“Verdadeiramente, vereis vosso Senhor, como verdes a lua na sua décima quarta noite.” (Muhammad).
“Esperai a Revelação daquele quem conversou com Moisés desde a Sarça Ardente no Sinai”. (Imame ‘Alí).
“Será outorgada a alguém fora de ti mesmo, uma Revelação que não foi concedida a ti, uma Revelação cujo Revelador será Aquele que revelou-se a ti! Cego é o olho que não vê!” (Imame Husayn).
Em uma das tradições do Islã relata que quando o Prometido aparecer Ele irá dizer uma palavra que fará as pessoas fugirem dele.
Esta palavra é a mudança de “Ele” por “Eu” Isto é, em vez de dizer “Ele é Deus” o Manifestante naquele dia dirá “Eu sou Deus”, e as pessoas perplexas e sem compreensão espiritual se afastaram dele”. (The Revelation of Bahá’u’lláh Vol I, p. 46)
“A terra ( naquele dia ) se preencherá de bondade e justiça, depois de haver sido preenchida de maldade e injustiça… (O Prometido) entrará no plano de Akká, a sala de banquetes de Deus e lá se reunirão todos os viventes”.( Muhammad).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, J. F., A Bíblia Sagrada Antigo e Novo Testamento, Rio de Janeiro: S. Bíblica do Brasil, 1969.
HAYEK, S. El, Alcorão Sagrado, São Paulo, Tangará, 1979.
MOMEN, M. , An Introduction to Shi’i Islam – The History and Doctrines of Twelver Shi’ism. Oxford: George Ronald, 1985.
NABÍL-I-AZAM, The Dawn-Breakers. Trad. Shoghi Effendi, Wilmette Illinois: Bahá´í Publishing Trust, 1932. p. lii-liii.
_____, Os Rompedores da Alvorada. Rio de Janeiro: Ed Bahá’í do Brasil, 1989.
TAHERZADEH, A., The Revelation of Bahá’u’lláh, vol 1, Oxford: George Ronald, 1974.
WILLIAMS, J. A.. Islamismo, trad. Manuel Ferreira da Silva, Lisboa: Verbo, 1980.