Dalai Lama visita o Templo de Lótus na Índia e faz discurso sobre compaixão

 

No último dia 16, o Dalai Lama esteve na Casa de Adoração Bahá'í em Nova Délhi, onde proferiu discurso sobre compaixão e participou do encontro de oração. Sua Santidade foi calorosamente recebida por Nazneen Rowhani, Secretária Geral da Fé Bahá'í na Índia e pelo embaixador Ashok Sajjanhar, Secretário da Fundação Nacional (NFCH). O público contava com estudantes de 14 escolas diferentes em Nova Déli, diplomatas, diretores de escolas, e outros convidados.

Dalai Lama iniciou o discurso falando sobre igualdade: "eu normalmente não gosto de formalidade, porque somos todos iguais mentalmente, emocionalmente e fisicamente. Todos nós temos problemas, no entanto, a educação nos permite visualizar nossos problemas de uma perspectiva mais ampla para que possamos lidar com eles". E direcionando para as crianças na plateia, ele falou sobre o papel delas na construção de um mundo melhor: "vocês são muito importantes para o futuro da humanidade. São a geração do século XXI, em vocês residem a esperança de criar um futuro melhor. E serão ainda os responsáveis pela solução dos problemas criados pela a minha geração”.

Sua Santidade explicou ainda que a violência do século XX surgiu em grande parte devido à mente fechada, quando as pessoas consideram apenas os interesses de seu próprio grupo em vez de enxergar os da humanidade como um todo. Após a palestra, ele participou de uma reunião de orações hindus, muçulmanas, budistas, cristãs e bahá'ís, que foram recitadas em vários idiomas.

fonte: www.bahai.org.br

 

 

Documentário mostra a resposta pacífica dos bahá’ís iranianos à opressão


 

Lançado em setembro desse ano, o documentário “To Light a Candle”, conta a história dos bahá’ís do Irã e sua resposta pacífica a décadas de perseguição patrocinada pelo governo.

Com entrevistas, histórias pessoais e vídeos de arquivo, frequentemente levados para fora do Irã clandestinamente, “To Light a Candle” destaca a resistência dos jovens bahá’ís iranianos que, em face das sistemáticas tentativas do regime iraniano para impedi-los do acesso à educação superior, desenvolveram o Instituto Bahá’í de Educação Superior, uma alternativa informal que possibilita o acesso a cursos de nível superior.

“É um belo documentário, contado com simplicidade e que certamente atrairá a atenção das pessoas para o assunto”, afirma Omid Djalili, ator anglo-iraniano que apresentou a exibição do filme durante o lançamento no Hackney Picturehouse, em Londres.

“To Light a Candle” foi dirigido pelo aclamado jornalista e cineasta Maziar Bahari. Ele foi repórter da Newsweek no Irã entre 1998 e 2011 e produziu diversos outros documentários sobre o país. “A história precisava de uma abordagem jornalística equilibrada e é precisamente o que ele conseguiu”, acrescenta Djalili, que descreve o documentário como “extraordinário e altamente emocionante”.

O filme documenta a realidade cotidiana dos bahá'ís, que vivem sob a ameça de violência e prisão, enquanto acadêmicos são impedidos de exercer sua profissão tentam educar a juventude em residências particulares. A estreia foi seguida de um painel de discussão presidido por Djalili, com a participação de Maziar Bahari, de Payam Akhavan, defensor internacional de direitos humanos, e da estudante Baharan Karamzadeh.

“Para justificar a franca repressão na sociedade iraniana havia a necessidade de se arquitetar um inimigo, e isso recaiu sobre os bahá’ís. A concepção que o regime formou dos bahá’ís é baseada em paranoia e ódio, e nada tem a ver com a realidade da Fé Bahá’í e sua comunidade”, afirma Payam Akhavan.

Entretanto, Akhavan e Baheri reconhecem que nos últimos anos um crescente número de iranianos mudou sua visão sobre a comunidade bahá’í. “Muitas pessoas estão aprendendo a verdade sobre os bahá’ís”, afirma Baheri. Ele acredita que no passado os iranianos eram indiferentes quanto ao destino dos bahá’ís: “nós não nos importávamos. Acho vergonhoso não termos ouvido os bahá’ís serem sequestrados e mortos”, completa.

O filme será lançado no Brasil, com algumas exibições que serão agendadas para o início de 2015.

Fonte: http://www.bahai.org.br/noticias/documentario-mostra-resposta-pacifica-dos-bahais-iranianos-opressao

 

 

Coexistência Religiosa

 

 

Em maio desse ano sete velas foram acesas pelos representantes das principais religiões do Reino Unido numa reunião na Abadia de Westminster, cada uma representando um dos ex-líderes bahá'ís aprisionados no Irã.

Uma obra caligáfica com iluminuras do aiatolá Abdol-Hamid Masoumi-Tehrani, importante clérigo muçulmando, foi entregue aos bahá'ís do mundo com as seguintes palavras: "Convivei com todas as religiões em amizade e concórdia para que se inale de vós a doce fragrância de Deus. Vigiai para que a chama da tola ignorância não vos domine quando entre os homens. Tudo procede de Deus e a Ele retorna. Ele é a origem de tudo e nEle todas as coisas findam".

Iranianos influentes, ativistas de direitos humanos, jornalistas e um proeminente líder religioso reuniram-se numa mostra sem precedentes de solidariedade para comemorar o sexto aniversário do aprisionamento dos sete ex-líderes bahá'ís no Irã (foto).

A casa do Báb em Shiraz, Irã, um dos lugares mais sagrados do mundo bahá'í, foi destruída por Guardas Revolucionários em 1979 e depois completamente arrasada pelo governo.

 


 

Desde 1844, quando a Fé Bahá'í foi fundada, seus adeptos sofrem uma infindável onda de perseguição durante sucessivos governos. Mais de 20 mil bahá'ís foram mortos devido às suas crenças religiosas e milhares sofreram aprisionamento injusto. No entanto, a perseguição aos bahá'ís do Irã assumiu também outras formas: confisco de propriedades, centros administrativos e lugares sagrados; profanação de alguns dos locais mais sagrados da comunidade, bem como cemitérios; vandalização de casas, incluindo atos incendiários; preconceito contra crianças bahá'ís em suas salas de aula; difusão de falsidades grosseiras a respeito dos ensinamentos e da história bahá'í em materiais educacionais escolares; exclusão de jovens da educação superior; cassação aleatória de alvarás comerciais; fechamento de lojas, entre outros.

Até hoje, em sermões religiosos e através da mídia partocinada pelo governo, os bahá'ís são regularmente retratados como hereges e associados à imoralidade e ao ocultismo. Ao mesmo tempo, são regularmente acusados de serem espiões de diversos governos e líderes religiosos têm incitado a população à violência contra a Comunidade.

A perseguição aos bahá'ís do Irã é uma política do governo. Um memorando do governo iraniano, que vazou em 1993, indicando que o progresso da comunidade bahá'í iraniana deveria ser efetivamente "bloqueado", levava a assinatura da figura religiosa de mais alta posição do país, Ali Khamenei. E mais recentemente, ele emitiu uma fatwa (pronunciamento legal no Islã, emitido por um especialista em lei religiosa) na qual foi dito ao povo iraniano evitar toda transação com os bahá'ís.

É contra esse cenário de cego preconceito religioso, fomentado pelos líderes eclesiásticos, que aiatolá Tehrani se tornou o primeiro clérigo de sua posição no Irã pós-revolucionário a falar publicamente sobre o direito da Comunidade praticar sua religião em seu país de origem.

Os meses que se seguiram revelaram como gesto do aiatolá repercutiu com um desejo profundamente enraizado nas pessoas de boa vontade em toda parte, incluindo líderes de uma ampla variedade de denominações religiosas, bem como acadêmicos, jornalistas, e defensores de direitos humanos, tanto no Irã como ao redor do mundo.

Um mês depois do oferecimento da obra caligráfica, vários líderes proeminentes de direitos humanos no Irã (pela primeira vez coletivamente) expressaram seu apoio aos bahá'ís e seus sete ex-líderes aprisionados. Tehrani esteve presente nessa reunião, onde afirmou: "as perspectivas têm que mudar… e eu acho que agora é um momento oportuno para isso".

Fora das fronteiras do Irã a iniciativa de Tehrani inspirou também reações positivas da parte de oficiais de alta posição no mundo islâmico, dando um ímpeto adicional à conversação referente à coexistência religiosa que se forma em seus países.

Esses resultados têm tocado a comunidade bahá'í, não devido a qualquer mudança especial nas suas circunstâncias no Irã (já que relatos recentes mostram que, na realidade, a perseguição à comunidade bahá'í intensificou nos últimos meses), mas porque se relacionam a uma das aspirações mais estimadas pelos bahá'ís: a Unidade.

Mais de cem anos atrás, quando 'Abdu'l-Bahá, filho de Bahá'u'lláh permeneceu durante um ano no Egito antes de Sua histórica viagem ao Ocidente, o tema da unidade religiosa se destacava frequentemente em suas interações. Enquanto Sua viagem continuava na Europa e América do Norte, Ele reiterou em muitas palestras públicas que, assim como a humanidade é uma, a religião também é uma só, e que embora na sua forma externa as religiões sejam numerosas, sua realidade é uma, tal como os "dias são muitos, mas o sol é apenas um".

O livro "Abbas Effendi" inclui um relato da visita de 'Abdu'l-Bahá, em janeiro de 1913, à pequena cidade-mercado de Woking, no sul da Inglaterra, onde foi erguida a primeira mesquita da Europa fora da Espanha moura. 'Abdu'l-Bahá dirigiu-Se a uma reunião de amigos egípcios, turcos, indianos e britânicos, no pátio da mesquita: "A religião de Deus encoraja as pessoas a preservar os princípios da paz. A grande verdade subjacente da religião de Deus é o amor".

Mais recentemente, em carta dirigida aos líderes religiosos do mundo em 2002, a Casa Universal de Justiça identificou o preconceito religioso como uma força cada vez mais perigosa no mundo: “A cada dia que passa, cresce o perigo de que os fogos crescentes do preconceito religioso venham a provocar uma conflagração mundial cujas consequências são inimagináveis. A crise exige da liderança religiosa uma ruptura com o passado tão decisiva quanto aquelas que abriram o caminho para que a sociedade resolvesse os preconceitos igualmente corrosivos de raça, gênero e nacionalidade."

 

O caminho à frente

A história demonstra que até as atitudes mais simples podem ter grandes consequências. Embora provavelmente o incidente mais frequentemente citado em relação a isso seja negativo (o assassinato do Arquiduque Fernando como tendo deflagrado a Primeira Guerra Mundial), é igualmente verdade que um simples exemplo de altruísmo pode despertar um aumento de consciência que ao final impulsione o avanço de uma comunidade, uma sociedade, uma nação e, por fim, todo o mundo.

Aqueles que buscam soluções para a devastação que neste exato momento ocorre em todo o Oriente Médio, reconhecem que o preconceito e o fanatismo sectário está no âmago dos problemas insolúveis que atormentam as populações daquela região. O atitude de Tehrani desvela um processo de desenrolar paralelo que contrasta com os horrores que o extremismo religioso impõe ao mundo, oferecendo a esperança de mudança construtiva e a possibilidade de que em tal ação se possa colher uma semente que, caso seja cultivada, pode se tornar uma árvore que, por sua vez, se transformará numa floresta.

Fonte: http://www.bahai.org.br/noticias/um-olhar-mais-cuidadoso-sobre-coexistencia-religiosa

 

 

 

 

Especialistas em direitos humanos da ONU clamam para que o Irã pare a destruição de cemitério em Shiraz

Especialistas em direitos humanos da ONU clamam para que o Irã pare a destruição de cemitério em Shiraz

 

 

 

Três especialistas de alto nível em direitos humanos das Nações Unidas pedem que o Irã cesse a contínua destruição de um histórico cemitério bahá'í em Shiraz. No texto, Heiner Bielefeldt (relator especial sobre liberdade de religião), Ahmed Shaheed (relator especial sobre a situação de direitos humanos no Irã), e Rita Izsák (especialista da ONU sobre questões de minorias), disseram estar "chocados" diante da retomada da demolição em agosto. "Cemitérios, como lugares de adoração, são uma parte essencial do modo das pessoas exercerem e manifestarem seu direito à liberdade de religião ou crença. Sua importância vai além sua presença física. Ataques a cemitérios são inaceitáveis e constituem uma violação deliberada da liberdade religiosa", afirma Bielefeldt. O texto ainda diz que "o governo do Irã deve tomar uma atitude urgente".

Cerca de 950 pessoas estão sepultadas no cemitério, muitas delas foram figuras históricas ou proeminentes da Comunidade Bahá'í do Irã. Inclusive estão sepultadas dez mulheres bahá'ís cujo enforcamento cruel em 1983 passou a simbolizar a implacável perseguição do governo.

A demolição do local começou em abril, pela Guarda Revolucionária, sob a justificativa da construção de um novo centro esportivo e cultural. Algumas semanas depois a demolição foi interrompida em face da pressão internacional e expressão de indignação da parte de iranianos de todas as camadas sociais. Porém, em agosto chegaram relatos do Irã de que a Guarda Revolucionária retomou a destruição e removeu os restos de cerca de 50 túmulos, despejando concreto para o alicerce da construção.

Diante dessa situação Shaheed afirma que "os bahá'ís possuem ritos e práticas religiosas para o enterro de seus mortos em seus próprios cemitérios e o governo tem a obrigação não somente de respeitá-los, mas protegê-los de destruição".

Membros da comunidade bahá'í de Shiraz apelaram para as autoridades locais para dar um basta à construção, propondo ainda o acordo de que o complexo esportivo poderia ser construído na propriedade, à parte das áreas em que os bahá'ís estão sepultados, enquanto o cemitério propriamente dito seria transformado em área verde. Entretanto, as autoridades locais afirmam não possuir controle sobre os Guardas Revolucionários que adquiriram a propriedade cerca de três anos atrás.

Diane Ala'i, a representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas em Genebra, deu as boas vindas à declaração dos três oficiais da ONU. "Somos gratos pela forte posição tomada por esses três especialistas em direitos humanos quanto à situação em Shiraz. A declaração de Dr. Bielefeld, Dr. Shaheed, e Sra. Izsák é um sinal claro para o Irã de que esses atos são completamente inaceitáveis e que é responsabilidade do governo manter e reforçar seu compromisso com a lei de direitos humanos, independente de quem sejam os perpetradores", afirma Ala'i.

Para mais informações acesse www.bic.org

Fonte: http://www.bahai.org.br/noticias/especialistas-em-direitos-humanos-da-onu-clamam-para-que-o-ira-pare-destruicao-de-cemiterio

 

 

Em três continentes, muçulmanos proeminentes denunciam a perseguição aos bahá’ís do Irã e pedem coexistência religiosa

 

Ayatollah Seyyed Hussein Ismail al-Sadr.

PARIS, 17 de junho de 2014, (BWNS) – No Oriente Médio, África e Europa, muçulmanos proeminentes têm se pronunciado contra a perseguição aos bahá’ís do Irã, denunciando a intolerância religiosa existente por trás da opressão à maior minoria religiosa do país. Em parte inspirados pelo aiatolá iraniano Abdol-Hamid Masoumi Tehrani – que recentemente expediu um chamado com pedido específico de “coexistência” com os baháís –, o aiatolá al-Faqih Seyyed Hussein Ismail al-Sadr, o clérigo xiita da mais alta posição em Bagdá, Iraque; o Conselho Judicial Muçulmano da África do Sul e o Dr. Ghaleb Bencheikh, presidente de Religiões pela Paz da França elogiaram o ato de Tehrani como íntegro e corajoso, endossando seu apelo por um novo discurso sobre os valores comuns às diferentes religiões como parte de um esforço para promover coexistência harmoniosa.

Em Bagdá, numa longa entrevista publicada on-line em 14 de maio de 2014, al-Faqih Seyyed Hussein Ismail al-Sadr, fundador da Fundação Diálogo Humanitário, disse que discussões acerca de tais valores comuns podem ajudar a superar dogmatismo e fanatismo. “Todos nós, antes de aderir a uma certa religião, grupo ou doutrina, somo seres humanos”, disse Ayatollah Sadr. “Como tais, temos em comum muitos valores, processos de pensamento e disposições naturais, elementos que nos permitem unir e engajar num discurso que nos traga um maior entendimento dos outros, adquirindo assim um entendimento mais profundo uns dos outros, o que, por sua vez, leva-nos ao estabelecimento de uma coexistência harmoniosa.”

Na entrevista, Sadr tratou também da questão dos bahá’ís. “O Alcorão trata-nos a todos como ‘filhos de Adão’”, disse ele “e, de acordo com Imame Ali, que a paz esteja com Ele, há dois tipos de pessoas – nossos irmãos de fé, ou nossos iguais na criação. Posso não concordar com os seguidores de certa religião, mas isso não significa que eu tenho o direito de privá-los de seus direitos humanos naturais ou negar-lhes seus direitos como cidadãos de uma nação.”

O aiatolá Sadr, é bem conhecido pelos seus esforços para promover diálogo entre grupos religiosos e seculares. Ele pediu um “discurso humano” sobre harmonia e coexistência religiosa. Seu objetivo, disse ele, é “engajar-se em todos os discursos que contribuem para a formação de uma humanidade progressista com uma nova visão que possa construir uma sociedade sadia que, por sua vez, contribua para construir nações prósperas”.

Em outubro ultimo, Sadr emitiu um édito religioso de fatwa referente a como os muçulmanos devem se comportar para com os bahá’ís, em resposta a uma pergunta apresentada por alguém que notou que alguns muçulmanos creem que não devem ter qualquer interação com os bahá’ís. “Deus Todo-Poderoso ordenou-nos que tratássemos todos os nossos irmãos e irmãs de outras religiões e fés com bondade, com base na justiça, compaixão e amor”, disse ele. “Por isso, dentro dos fundamentos humanos gerais, não há objeção alguma na interação e associação entre muçulmanos e seus irmãos de outras religiões e crenças.”

Em 16 de maio de 2014, o Conselho Judicial Muçulmano da África do Sul fez uma declaração louvando o “nobre ato” do aiatolá Tehrani que, conforme observou, conferiu “o devido reconhecimento à comunidade bahá’í”. O Conselho expressou também a esperança de que o ato de Ayatollah Tehrani conduza ao “reconhecimento oficial dos direitos dessa comunidade religiosa cujos objetivos são unicamente a paz e a tolerância para todos sobre a terra”.

E em Paris, num vídeo postado on-line, Dr. Ghaleb Bencheikh, um teólogo muçulmano altamente respeitado e bem conhecido na França por sua promoção de atividades inter-religiosas e como apresentador do programa semanal de televisão “Islã” elogiou o gesto “magnífico” de Ayatollah Tehrani. “Tenho a esperança de que muito em breve ele inspirará outros”, disse Dr. Bencheikh. “Seria maravilhoso se ele tivesse embaixadores para falar em seu nome. No momento ele não tem nenhum, pelo menos, não que eu saiba. Pois bem, nós nos proclamaremos seus embaixadores.”

Condenando a perseguição aos bahá’ís do Irã como “desdém à lei” e “um escândalo intolerável”, Dr. Bencheikh urgiu o avanço do discurso sobre coexistência religiosa. Para essa finalidade, ele organizou imediatamente uma mesa redonda, juntamente com Religiões para a Paz e a Comunidade bahá’í da França, a ser realizada em Paris em 27 de junho, sob o título “Promovendo coexistência religiosa – reflexões em comum em tributo à ação do aiatolá Masoumi-Tehrani”. Dr. Bencheikh levantou também a possibilidade de uma reunião ainda maior a ser realizada no próximo inverno.

“Não devemos perder a esperança” disse Dr. Bencheikh. As maiores catedrais começam com uma pedra. Esta pedra já está colocada. Se desejar confraternizar os homens, reúna-os para construírem catedrais. Aqui catedral não é um edifício físico. É a catedral da fraternidade universal. Assim, isso começa com uma palavra, um gesto, um sinal de amizade que precisamos para saber como construir.”

 

Matéria original: On three continents prominent Muslims denounce persecution of Iran's Baha'is, call for religious coexistence

Fonte: www.bahai.org.br/noticias/em-tres-continentes-muculmanos-proeminentes-denunciam-perseguicao-aos-bahais-do-ira-e-pedem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Defensores de direitos humanos no Irã recordam o sexto aniversário do aprisionamento dos líderes bahá’ís


GENEBRA, 15 de maio de 2014, (BWNS) – Numa demonstração de solidariedade sem precedentes, personalidades iranianas influentes, ativistas de direitos humanos, jornalistas e um proeminente líder religioso reuniram-se nesta semana em Teerã para recordar o sexto aniversário do aprisionamento dos sete líderes bahá’ís iranianos e expressar apoio por eles.

Notícias dessa reunião altamente significativa se espalharam rapidamente ontem via internet e através de redes sociais. O destaque da cobertura foi uma foto dos que se reuniram numa residência privada em torno de uma grande fotografia dos sete.

A reunião reflete um crescente movimento de iranianos dentro e for a do país que sustentam a crença de que “o Irã deve ser para todos”, rejeitam a perseguição aos bahá’ís do país e se opõem à postura do governo de oprimi-los, conforme observou a Casa Universal de Justiça, numa carta dirigida aos bahá’ís do Irã.

Foi publicado um relato detalhado da reunião no SahamNews, um web-site reformista iraniano. “Até o ano passado, não podia haver qualquer possibilidade de uma reunião como essa e nós não podíamos sequer falar sobre o sofrimento que temos em comum”, disse Nasrin Sotoudeh, proeminente advogada e defensora de direitos humanos que recentemente foi libertada da prisão de Evin. A Sra. Sotoudeh foi encarcerada com várias mulheres bahá’ís, incluindo Mahvash Sabet e Fariba Kamalabadi, duas mulheres entre os sete membros do grupo de líderes bahá’ís. “Mahvash e Fariba mantiveram seu ânimo com extraordinária perseverança e continuam com espantosa bravura”, prosseguiu ela. “Estamos aqui juntos porque a comunidade bahá’í foi oprimida e nossas mães e pais não deram atenção a esse assunto.” 

Conhecemos os bahá’ís por suas qualidades de honradez e retidão”, disse Nargess Mohammadi, proeminente ativista de direitos da mulher presente na reunião.

“Espero que algum dia nossa sociedade atinja o estágio em que os bahá’ís também possam trabalhar e estudar”, disse a Sra. Mohammadi, vice presidente do Centro dos Defensores de Direitos Humanos, que defendeu os sete no tribunal e foi fundado pela vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Shirin Ebadi.

Outros proeminentes ativistas e líderes presentes na reunião incluíam: Muhammad Maleki, o primeiro diretor da Universidade de Teerã após a Revolução Islâmica; Masumeh Dehghan, ativista e esposa de Abdolfatah Soltani, bem conhecido advogado que representou os sete e que atualmente se encontra na prisão; e Jila Baniyaghoob e Issa Saharkhiz, dois jornalistas proeminentes que também já estiveram na prisão. 

Mr. Maleki was quoted by SahamNews as saying: "I know very well that Baha'is are forbidden to go to university." He continued, "All beliefs must be respected. Let us honor one another's beliefs and put divisions aside… We have to work on common principles such as freedom."

SahamNews citou Sr. Maleki dizendo: “eu sei muito bem que os bahá’ís são proibidos de ir para a universidade. Todas as crenças devem ser respeitadas. Vamos honrar as crenças uns dos outros e deixar as discórdias de lado… Devemos trabalhar a partir de princípios comuns como liberdade.”

O Ayatollah Abdol-Hamid Masoumi-Tehrani, um clérigo muçulmano de alta posição que recentemente clamou por coexistência religiosa, também estava presente na reunião. “As perspectivas têm que mudar. E acho que agora é um momento oportuno para isso, disse Ayatollah Tehrani.

Muhammad Nourizad, ex-jornalista do jornal semioficial Kayhan, que recentemente esteve na prisão, também estava presente na reunião. “Antes de ir à prisão, eu estava oprimido pelo preconceito. Mas, depois que fui libertado, o peso esmagador do preconceito foi liberado e meu ponto de vista mudou”, afirmou.

Matéria original: "Human rights champions in Iran commemorate sixth anniversary of imprisonment of Baha'i leaders" 

Fonte: http://bahai.org.br/noticias/defensores-de-direitos-humanos-no-ira-recordam-o-sexto-aniversario-do-aprisionamento-dos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Em um ato simbólico, clérigo muçulmano de destaque no Irã pede coexistência religiosa na sua terra natal

Numa atitude sem precedentes, o aitolá Abdol-Hamid Masoumi-Tehrani, clérigo muçulmano de destaque no Irã, presenteou os bahá'ís com uma obra de caligrafia composta a partir dos escritos de Bahá’úlláh, o Profeta-fundador da Fé Bahá'í. Essa ação é um marco na luta pelo fim da discriminação religiosa pelo mundo e põe em prática as declarações recentes de estudiosos muçulmanos que propõem interpretações alternativas dos ensinamentos islâmicos, em que a tolerância religiosa é confirmada pelo Alcorão. 

O presente foi entregue hoje (7 de abril) à Casa Universal de Justiça, órgão máximo da Fé Bahá'í localizado em Haifa, Israel, e representa a esperança do aiatolá Tehrani de uma coexistência pacífica e livre de todos os tipos de segregação. O presente é para todos os bahá'ís, mas especialmente para os bahá'ís do Irã, que, segundo ele, "vêm sofrendo de diversas maneiras, como resultado do cego preconceito religioso”.   

Em seu site, o aiatolá afirma que preparou a iluminura como uma ação simbólica para nos lembrar da importância da valorização do ser humano e da convivência pacífica. Além disso, ele acredita que, independente da religião, as pessoas devem viver em cooperação e evitar o ódio, a inimizade e o preconceito religioso. A obra é "uma expressão de simpatia e cuidado de minha parte e em nome de todos os meus concidadãos de mente aberta", afirma o aiatolá.

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Aiatolá Abdol-Hamid Masoumi-Tehrani

Bahá'ís de todo o mundo comemoram a atitude do aiatolá. Bani Dugal, representante da Comunidade Bahá'í nas Nações Unidas, afirma que "esta é uma atitude muito bem-vinda e promissora, com possíveis implicações para a coexistência dos povos do mundo. A Comunidade Internacional Bahá’í está profundamente tocada por este ato elevado e pelos sentimentos de tolerância religiosa e respeito pela dignidade humana que nele culminaram"…

Em ocasiões anteriores, o aiatolá Tehrani demonstrou grande coragem ao expressar publicamente sua preocupação com a contínua perseguição às minorias religiosas (incluindo os bahá'ís) no Irã. Desde a Revolução Islâmica, em 1979, centenas de bahá'ís foram mortos e milhares presos. Atualmente, 115 bahá'ís se encontram presos exclusivamente com base em suas crenças religiosas. Os bahá'ís no Irã não têm acesso ao ensino superior, são impedidos de ganhar a vida e de enterrar seus mortos de acordo com seus próprios rituais de sepultamento, tudo por causa da religião.  

O trecho que o aiatolá Tehrani escolheu para citar na iluminura foi tomado do Kitab-i-Aqdas, Livro Sacratíssimo de Bahá’ú’lláh. “Convivei com todas as religiões em amizade e concórdia para que se inale de vós a doce fragrância de Deus. Vigiai para que a chama da tola ignorância não vos domine quando entre os homens. Tudo procede de Deus e a Ele retorna. Ele é a origem de tudo e n'Ele todas as coisas findam". 

O presente mede cerca de 60 x 70 cm e é uma obra de arte complexa, produzida meticulosamente à mão. Além dos escritos, ela possui o símbolo bahá'í do “Máximo Nome”, uma representação caligráfica da relação conceitual entre Deus, Seus profetas e o mundo da criação. Outras obras de arte do aiatolá Tehrani incluem iluminuras do Alcorão, da Torá, dos Salmos, do Novo Testamento e do Livro de Esdras. As peças de caligrafia sempre foram muito valorizadas no mundo oriental (principalmente na antiga Pérsia) como elemento de destaque na cultura local, inclusive no Alcorão. Dessa forma, a atitude do aitolá Tehrani tornou-se um presente de inestimável valor não só para a Comunidade Bahá'í, mas para um mundo que busca eliminar todas as formas de preconceito.

 

Detalhes em:

Para ler a matéria original (em inglês), acesse 
news.bahai.org/story/987
news.bahai.org/multimedia/slideshow.php?storyid=987
Para ler a declaração do aitolá Masoumi-Tehrani (em Português), acesse link
Fonte: news.bahai.org/

Três bahá’ís esfaqueados no Irã em suposto crime de ódio religioso

GENEBRA – Em um suposto crime de ódio, três bahá'ís foram esfaqueados dentro de casa em Birjand, Irã, por um invasor não identificado. O crime ocorreu na segunda-feira, 3 de fevereiro, conforme informado à Comunidade Internacional Bahá'í. Os três – marido, esposa e a filha deles – sobreviveram mas passam no momento por tratamento intensivo em um hospital próximo.

De acordo com relatos advindos do Irã, o agressor – que estava mascarado – entrou na residência de Ghodratollah Moodi e sua esposa, Touba Sabzehjou, por volta das 20h. Ele atacou imediatamente o Sr. Moodi, a Sra. Sabzehjou e a filha deles, Azam Moodi, com uma faca ou outro instrumento cortante, ferindo seriamente todos os três. O Sr. Moodi foi ferido no abdômen e na lateral; a Sra. Sabzehjou foi golpeada no pescoço. Ambos perderam a consciência devido à perda de sangue. Embora também seriamente ferida, a Srta. Moodi conseguiu chamar a polícia, e os três foram levados ao hospital, onde estão sendo monitorados com atenção.

Diane Ala'i, representante da Comunidade Internacional Bahá'í junto às Nações Unidas em Genebra, disse que o único objetivo do agressor parece ter sido matar três bahá'ís inocentes no local onde moram. "Dessa forma, não pode haver dúvida de que este crime tem motivação religiosa. O Sr. Moodi era amplamente conhecido como uma liderança na comunidade bahá'í em Birjand."Nossa preocupação imediata é com a recuperação da família Moodi. Mas também nos preocupamos que as autoridades iranianas iniciem imediatamente uma investigação deste crime e tragam o autor à justiça.

"O triste fato é que temos registro de outras 50 agressões físicas a bahá'ís iranianos desde 2005 – e nenhum dos agressores foi processado ou trazido à justiça. Além disso, ao menos nove bahá'ís foram assassinados sob circunstâncias suspeitas no mesmo período e os assassinos desfrutam da mesma impunidade.

"Mais recentemente, por exemplo, um bahá'í em Bandar Abbas foi assassinado – e a polícia ainda não incriminou ninguém. O Sr. Ataollah Rezvani, que também era uma liderança bahá'í em sua localidade, foi assassinado com um tiro na cabeça dentro de seu carro em 24 de agosto de 2013.

"Se o novo governo do presidente Hassan Rouhani for sincero quanto a sua declaração de que, sob sua presidência, todos os cidadãos iranianos gozarão de direitos iguais, então esse novo caso deverá ser considerado extremamente sério, iniciando com uma busca imediata pelo homem que atacou a família Moodi."

"O que é animador é que novamente iranianos não-bahá'ís estão demostrando profunda preocupação e apoio aos bahá'ís do Irã, conforme evidenciado em diversos relatos na Internet pedindo que os bahá'ís sejam tratados com justiça", disse a Sra. Ala'i.

Leia a notícia original clicando aqui.